Capítulo 2: O perfume

 Ao chegar em sua nova casa, o garoto com os cabelos espetados não pode deixar de esconder seu susto, mesmo por mínimo que seja. A casa era grande e não tinha portão – Mesmo Cebola achando que casas sem portões eram comuns nos outros países. Cebola sentia uma insegurança ao descer do carro – Uma sensação de saudade combinada com medo. Afinal, ele iria começar uma nova fase em sua vida.

Seu Cebola: Filho, venha. Me ajude a levar as malas.

Cebola: Claro.

Ao entrar em seu quarto, Cebola sentiu um cheiro muito bom. Um perfume de flores, rosas… Ele não sabia bem o que era. Sabia que era muito apaixonante. Até que percebeu que sua janela estava aberta, e decidiu fechá-la, mesmo impressionado com a fragrância perfumada e misteriosa. Eram mais de meia noite, então Cebola nem se importava em dormir de pijamas – Era sábado.

Paris, França, Domingo, 9h00 da manhã.

 Cebola: Ah… Esse cheiro me persegue! É hoje que eu descubro de onde vem esse cheiro.

*Cebola penteia seu cabelo, arruma sua camisa e bate na porta do quarto de seu pai*

Cebola: P-Pai? O que está fazendo?

Seu Cebola olhava fotos e chorava com as lembranças. Seu casamento foi ótimo e de repente, acabou. Como uma tradicional tarde primaveril com pássaros cantando.

Cebola: Pai, eu ia passear, mas se quiser eu fico e…

Seu Cebola: Não, filho, vá. Não se preocupe, estou bem.

Cebola: Ok…

*Cebola sai de sua casa*

Cebola: Hum, aqui é bem bonito. Uhhh, esse cheiro me persegue!!!

???: Er… Perdoe-me, acho que o cheiro é do meu perfume.

Cebola vira o rosto e vê uma garota maravilhosa. Seus cabelos eram vermelhos como corações, esse coração que quase saiu pela boca. A garota tinha olhos maravilhosos. Lábios bem cuidados com uma passada de batom. Suas roupas eram atraentes e parcialmente cobertas por um sobretudo xadrez.

Cebola: Er… Prazer, Cebola.

Sarah: Cebola? Bem, meu nome é Sarah. Acabei de me mudar com minha mãe. Ela se separou do meu pai e decidiu me levar junto.

Cebola: Meus pais se divorciaram… Eu tive que vir morar com meu pai.

Sarah: Bem… Eu estava saindo para visitar a Torre Eiffel. Quer ir comigo?

Cebola: C-Claro…

Cebola não sabia o que dizer. A garota era linda demais e ele não acreditava que conversava com ela. A beleza estava estampada no rosto de Sarah, do mesmo jeito que o susto, misturado com a alegria de vê-la, estava estampada no rosto dele.

Cebola: Desculpa, eu não sei nada sobre essa cidade…

Sarah: Ah, não se preocupe. Eu também não!

Sarah puxou o braço de Cebola com o objetivo de levá-la para algum lugar. Depois de uma caminhada, chegaram à um bosque florido com um lindo rio de água cristalina.

Sarah: Ai… Esse lugar é tão bonito… Posso te chamar de Cê?

Cebola: C-Claro que pode!

Sarah então encostou sua cabeça sobre a dele. Seus lindos e ruivos cabelos se encostaram nos espetados fios de cabelo do garoto. Os dois uniram as mãos, como se ambos se conhecessem à décadas.

Até que anoiteceu. Sarah deitou e dormiu sobre o ombro de Cebola. O garoto de cabelos espetados acordou a garota com um beijo na cabeça.

Cebola: Oh-oh… Desculpe-me, eu não te conheço direito…

Sarah: Já é tarde… Até mais tarde, Cê…

Cebola: Espera!!!

A garota correu e sumiu. Cebola sentiu um vazio em seu peito. Misturado com uma sensação de que os dois se reencontrariam novamente.

Continua…

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One response »

  1. ashvhv diz:

    legal

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